26 de junho de 2009
Desesperadamente
O pecado era te amar. Com toda aquela confusão, aquele meu jeito pedante. Meu pecado era te querer. Querer de uma forma impossível. Um querer sangrento e dolorido, que não era querer. Apenas o seu peso que me puxava. Com toda aquela redundância, aquela contradição, aquele desgaste diário... eu te queria. Com todo o meu medo, a minha aflição, a minha queixa... eu te queria. Recostei na parede e só sabia dizer isso: eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria... Com todo aquele desgaste, eu te queria, eu te queria... Com toda a minha aflição, eu te queria, eu te queria, eu te queria.. Não era um mantra, era uma confissão desesperada. Eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Com todas aquelas impossibilidades, era a maior verdade que eu conseguia dizer, sentada ali. Um querer que não era querer. Um amor que não era amor. Mas eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Era mais uma confissão.
Estou a dois passos...
Ou talvez dias. O que importa é que tudo permanece vivo, como se estivéssemos sempre aqui, no mesmo lugar. A partida não mata, apenas congela tudo. E, quando nossos olhos se fecham, o tudo renasce, partimos do mesmo ponto. O fogo não se apaga.
20 de junho de 2009
Negação ao Avesso
Não me diz assim, não. Você sabe, eu fecho os olhos e penso nela. Eu sempre penso, nunca nego. Enquanto isso, você sorri e fala sobre qualquer coisa a ver com patos. Eu nunca ouço, nunca nego. Mas você insiste.
É que os seios dela me prendem tanto, me fazem ter vontade de voltar e sentar, filmar seus gestos mais involuntários, pra sentar aqui e escrever. Escrever inutilmente. Ela não liga, nunca nega.
Te disse que eram as pernas... dela. Eram todo o desejo, mais do que eu havia te dito. Sempre te escondi, nunca neguei.
Sempre me revirei. Me ajoelhei e rezei tua prece, mas eu pensava nela. Naqueles beijos que me prendiam e sufocavam. Mas eu nunca te disse, não nego.
É que os seios dela me prendem tanto, me fazem ter vontade de voltar e sentar, filmar seus gestos mais involuntários, pra sentar aqui e escrever. Escrever inutilmente. Ela não liga, nunca nega.
Te disse que eram as pernas... dela. Eram todo o desejo, mais do que eu havia te dito. Sempre te escondi, nunca neguei.
Sempre me revirei. Me ajoelhei e rezei tua prece, mas eu pensava nela. Naqueles beijos que me prendiam e sufocavam. Mas eu nunca te disse, não nego.
19 de junho de 2009
Diz que nunca me esqueceu.
"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Diz que foi brincadeira. Faço questão de acreditar, mesmo que seja mais uma das suas mentiras. Vou sentir seu vapor, acreditando que é quente, assim, por minha causa.
"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou te beijar daquele mesmo jeito, pisando no orgulho e voando com a ilusão de que você é só minha. Que você não arrancou a página com meu nome. Que aquela flor foi você quem me deu.
"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou deitar na sua cama e tirar sua roupa. Amassar o seu lençol e fumar o seu cigarro. Mas diz... Diz que você ainda é minha.
"Diz que nunca me esqueceu."
"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou te beijar daquele mesmo jeito, pisando no orgulho e voando com a ilusão de que você é só minha. Que você não arrancou a página com meu nome. Que aquela flor foi você quem me deu.
"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou deitar na sua cama e tirar sua roupa. Amassar o seu lençol e fumar o seu cigarro. Mas diz... Diz que você ainda é minha.
"Diz que nunca me esqueceu."
18 de junho de 2009
Num insuspeitável bar.
Pra decência não nos ver.
Te disse que a máscara incomodava, mesmo sendo invisível para os meus olhos de águia. E sorri, assim, por vê-la cair. Cristal. Teu corpo do avesso. Só não lembro quem sorriu primeiro, se eu ou você, pelo laço cristalino de amizade.
(um post só pra você... veja como estou boazinha. Te adoro!)
Te disse que a máscara incomodava, mesmo sendo invisível para os meus olhos de águia. E sorri, assim, por vê-la cair. Cristal. Teu corpo do avesso. Só não lembro quem sorriu primeiro, se eu ou você, pelo laço cristalino de amizade.
(um post só pra você... veja como estou boazinha. Te adoro!)
16 de junho de 2009
Luva e mão, Mão e luva.
Ah, você me provoca, me incita a te pedir. Faz questão de me lembrar que você sabe que eu te quero "mais que tudo, mais que o mundo" (como eu tenho repetido). Você precisa olhar pra trás para se certificar que eu continuo seguindo teus passos, lentamente, esperançosamente, desajeitadamente como um cão sem dono. Por que você olha para trás? Machuca. Você faz de propósito? Eu sei que você precisa. Eu te amo tanto, droga.
Você vai de mãos dadas com ela, e olha pra trás, me vê chorando. Eu te amo tanto, droga.
Vamos voltar o relógio
Fotografar os segredos
Quero você como um credo
Vamos nos dar privilégios
Meu sol
Pingos na calçada
Sou só
Chuva e lágrimas
Você vai de mãos dadas com ela, e olha pra trás, me vê chorando. Eu te amo tanto, droga.
Vamos voltar o relógio
Fotografar os segredos
Quero você como um credo
Vamos nos dar privilégios
Meu sol
Pingos na calçada
Sou só
Chuva e lágrimas
Shit.
Foda-se tudo. Todas aquelas palavras engolidas. Se foram, de que adianta? Foda-se que eu sou patética. Foda-se a sua dureza percorrendo meu corpo. Foda-se que minha bermuda não combina com meus brincos finos. Foda-se que meu cabelo está despenteado. Foda-se a sua vida com ela. Foda-se se o sol aqui é mais escuro. Foda-se se meu pescoço e meus seios estão manchados. Foda-se se eu me firo com algodão. Foda-se o modo patético como essas palavras nasceram - eu sou patética, mesmo. Foda-se a falta de razão em tudo. Foda-se.
15 de junho de 2009
Do nosso início.
A minha maior vontade, meu maior desejo, todo o maior amor do mundo. E eu choro escrevendo isto. De lembrar das minhas lágrimas quando você se virou e foi embora... Dos meus pedidos pra que você ficasse ao meu lado. Meu peito ficou oco. Você o levou consigo, preso aos teus lábios trêmulos. Choro mais ainda, e não sei o que te dizer. Ainda sinto teu peso sobre mim, teu toque pressionando meu corpo, teus lábios presos aos meus, o rio que você fez nascer em meu corpo. Você me abraça forte, e teus olhos presos aos meus, sobre minhas torres, me prendem e eu suspiro. Minha fonte de calor, meu secreto. E eu te procuro em cada centímetro da minha cama, tento achar qualquer rastro nosso. Talvez tudo não tenha passado de um sonho bom.
Este teu olhar
quase me deixa louca,
impossível não notar.
Quando eu te tocar,
beija todo o meu corpo,
esqueça o tempo
e vem me amar.
Não vá negar,
me dê tua mão,
promete que pensa assim,
você vai lembrar de mim,
vai sonhar
a dança,
o som.
E eu vou esperar pra ver
eu sei, vai aparecer.
Vem me abraçar,
faz de mim seu violão,
toca no meu corpo.
Vem me beijar,
faz de mim sua canção,
me ama mais um pouco.
Este teu olhar
quase me deixa louca,
impossível não notar.
Quando eu te tocar,
beija todo o meu corpo,
esqueça o tempo
e vem me amar.
Não vá negar,
me dê tua mão,
promete que pensa assim,
você vai lembrar de mim,
vai sonhar
a dança,
o som.
E eu vou esperar pra ver
eu sei, vai aparecer.
Vem me abraçar,
faz de mim seu violão,
toca no meu corpo.
Vem me beijar,
faz de mim sua canção,
me ama mais um pouco.
12 de junho de 2009
Ponto Xis
De pensar que aquela loucura nos faria afundar, mas contrariou e nos trouxe à superfície. Lúcidos. E eu rio no teu beijo, você não sabe o porquê. Estado agudo de felicidade. Enquanto toda a nossa história passa na minha frente, num filme. Perfuro o chão e me escondo. Você me resgata, beija meus lábios e o medo se esvai. De lembrar que, um dia, as coisas foram diferentes. Indiferentes, melhor. Parece que voltamos ao começo. O ponto xis, reencontro.
Você me abraça e eu esqueço. Sempre esqueço. De que importa o passado, agora, se o nosso tempo é o melhor de todas as eras?
Você me abraça e eu esqueço. Sempre esqueço. De que importa o passado, agora, se o nosso tempo é o melhor de todas as eras?
2 de junho de 2009
Ausência de fotos
Eu sempre te amarei, eu sempre te amarei, eu sempre te amarei. No futuro assim, não parece um mantra, então não parece mentira. Piada interna, Rute.
Cantando música brega na aula, noitinha, depois peguei em uma lesma, chorei baixinho, mas isso foi antes ou depois? Nem errei tanto o exercício, depois Giselle elogiou minha resenha e eu comecei a cantar, está em ordem? Pegar tudo na gaveta do meliponário, e ir sorrindo aberto pra casa. Estou em casa, e isso é a única coisa que tenho certeza.
Dormir hoje não vou não. Jogar yu gi oh e pokemon. E tem prova de Morfologia-e-sistemática-de-criptógamas amanhã, Rhodophyta Chlorophyta Phaeophyta Mixomycetes. Estou tão feliz aqui e tão desesperada em qualquer outro lugar.
Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Não me lembra assim não de todas as coisas que passamos juntas, eu choro bem no meio do cladograma mais difícil. Não me lembra de nosso suor, do nosso aconchego, das nossas promessas, dos nossos sorvetes; eu choro mesmo depois de todo esse tempo. Arranca essa mágoa, é fácil. Diz que nunca me esqueceu.
Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu. Parece um mantra, e estou cansada mesmo das minhas próprias mentiras.
Cantando música brega na aula, noitinha, depois peguei em uma lesma, chorei baixinho, mas isso foi antes ou depois? Nem errei tanto o exercício, depois Giselle elogiou minha resenha e eu comecei a cantar, está em ordem? Pegar tudo na gaveta do meliponário, e ir sorrindo aberto pra casa. Estou em casa, e isso é a única coisa que tenho certeza.
Dormir hoje não vou não. Jogar yu gi oh e pokemon. E tem prova de Morfologia-e-sistemática-de-criptógamas amanhã, Rhodophyta Chlorophyta Phaeophyta Mixomycetes. Estou tão feliz aqui e tão desesperada em qualquer outro lugar.
Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Não me lembra assim não de todas as coisas que passamos juntas, eu choro bem no meio do cladograma mais difícil. Não me lembra de nosso suor, do nosso aconchego, das nossas promessas, dos nossos sorvetes; eu choro mesmo depois de todo esse tempo. Arranca essa mágoa, é fácil. Diz que nunca me esqueceu.
Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu. Parece um mantra, e estou cansada mesmo das minhas próprias mentiras.