27 de outubro de 2009

Fallin'

Eu fico tonta só de ver a capacidade que algumas pessoas têm de simplesmente desprezarem aquilo que amam. Fico tonta porque não consigo fazer isso, sequer imaginar que justamente a pessoa que eu amo é capaz de tamanha falta de... não consigo nem pensar, me dá vertigem. Mas a vida é, mesmo, assim. Não me obrigaram a me apaixonar, nem escolheram por quem. Eu quem cometi o erro de decidir me apaixonar, quem errou ao escolher por quem. Mas eu não vou mais sofrer as consequências. Bem e mal não andam juntos. Amor e desamor muito menos. Eu vou tirar as sandálias e percorrer um céu azul. Procurar algum repouso merecedor de tanto amor que eu tenho guardado aqui dentro, que me sufoca e comprime aos poucos. O ruim é que ainda consigo chorar. Choro seu nome, sua cor, sua voz... Choro o nosso passado e a nossa história que não passará dos meus sonhos, nem no mais perfeito deles. O amor é uma coisa esmagadora e cruel. Eu não quero amar... não enquanto essa sombra me perseguir.

26 de outubro de 2009

Com Você

... é bom em qualquer lugar.

Incrível como eu sempre começo um post com "incrível". Mas é que é, mesmo. Há coisas que não tem explicação. Acontecem, assim, sem avisar. Sem deixar que a gente se prepare ou decida. E com você foi assim... Sem qualquer explicação, lógica, ou tempo pra que pensássemos alguma coisa. Nós fomos, e somos. De que importa pensar, agora? Aconteceu... E está na lembrança. Pra sabermos quem somos, de fato. Pra que viemos e porque estamos juntos agora, sem nem sabermos por onde começar. Só o que importa, agora, é o carinho arrastado do que ficou. A lembrança fina e doce de momentos e segundos, corpos e corpos, beijos e beijos... Porque, agora, nós somos isso: lembrança de um amor que se salvou.

23 de outubro de 2009

Vinte e um.

Engraçado como eu faço coisas só pra ver seu sorriso travesso... Quem diria que eu ia acordar às 7:15h da manhã pra beber?

Com o passar das horas, crescia mais essa coisa louca que me une a você de uma maneira... diferente. Mas descrever como eu me senti é uma tarefa bem difícil. Saber que eu não precisaria me preocupar com mais nada além do espaço entre os nossos corpos me dava uma sensação de leveza maravilhosa. Ah, como eu faria qualquer coisa pra ter você assim, bem pra sempre. Ficarmos bem velhos, sentados na varanda, e eu com a mesma tranquilidade, roubando seu cigarro. Eu só não deixaria você me embebedar de novo... Te disse, eu fico vulnerável. O seu olhar calmo, seu abraço... e o mundo girava pra nós dois, na mesma velocidade. Mas não importava muito, nós estávamos juntos.

=)

Te amo..

21 de outubro de 2009

Posso resumir o dia de hoje em uma frase: É difícil não encontrar perfeição nos momentos marcados pela sua presença.

Você sabe do que eu falo. Mas depois eu te escrevo. Eu só precisava te dizer isso agora.

Eu te amo... e ainda mais do que eu planejava. Mais do que a minha margem de segurança permitia.

PS.: Minha garganta (estranha) tá ardendo..

15 de outubro de 2009

Você olha pra mim e é tão fácil mudar qualquer plano..

12 de outubro de 2009

Porque ainda é você que eu respiro mês após ano. E eu não me importo de te esperar todos os dias, até que o sol se torne negro. Até que o cansaço dos anos pesados caia sobre meus ombros e me curve. Porque eu sei que você virá. Sei que algum dia vou ver esse olhar brilhando no meu sorriso. E pensando em você, sentindo saudade dos maravilhosos momentos que nem vivemos, me deu uma vontade louca de fumar um cigarro sozinha. Mesmo que eu tenha parado há meses. Mesmo que eu nunca tenha fumado, até. Sentei na beira da praia e dormi um pouco. E sabe de uma coisa? Há oito meses não sei o que é o mar. Talvez tudo não tenha passado de um delírio, enquanto eu bebia suco de uva achando que era vinho.

11 de outubro de 2009

Tentei me livrar de todos os teus rastros, mas o som do teu violão fez tudo voltar tão forte quanto uma avalanche. Senti o teu braço pela minha cintura, me levando para passear pelas nossas lembranças, pelos nossos muros caídos... Não achei que fosse encontrar tanta felicidade naqueles escombros. Não sei o porquê de eu ainda me lembrar de você desse jeito. De sentir falta da tua presença, do teu jeito manso, do meu nome dito num sussurro estremecedor. De dias tão bem marcados, da tua presença constante. Desde ontem eu estou nessa melancolia. Sussurrando teu nome por detrás das minhas palavras, pra ver se você volta pra mim numa nuvem qualquer. E eu rio de mim mesma, depois de cruzar as pernas e piscar os olhos, te esperando mais a cada segundo. É que a tua fala mansa ainda me chama, todas as manhãs. Você me vem à mente antes mesmo de eu pensar em respirar. E é assim todos os dias. Porque ninguém será como você. Teu espaço é único, só você cabe. Só você cabe nessas linhas mal escritas, que ninguém vai ler. No espaço entre o meu perfume e minhas mãos. Porque ainda é você que eu respiro mês após ano. Você quem eu espero no corpo de outro. São as tuas palavras, o teu jeito, o teu cheiro, a tua voz, o teu cuidado, a tua paciência, o teu carinho, o teu amor. E eu não vou mais te enganar. Mas não posso, também, te fazer refém da minha montanha-russa de sentimentos. Eu vou te deixar livre. Em paz e livre pra fazer qualquer escolha. E eu prometo entender se você não me quiser mais. Mas ainda quero arriscar e te puxar mais uma vez, ancorar no teu amor e seguir em frente. Porque você, meu amor, é aquele por quem eu pedi.

10 de outubro de 2009

A borboleta pousou na minha cabeça. Haviam duas opções a serem consideradas: eu estava parada por tempo demais, ou eu era, realmente, uma típica estudante de algum IFCH desse mundo, ou de outro mundo, não é muito relevante agora. Ela pousou enquanto alguém falava sobre cantores internacionais e suas músicas dignas de uma lata de lixo. O interessante é que nós duas, eu e a borboleta, estávamos imersas em nossos próprios mundos. Uma não se incomodou com a presença da outra. Que decadência, eu pensei, enquanto a menina de cabelos químicos se misturava entre os corpos de outros homens. Nele não, eu quase disse, enquanto te arrastava pra mim. Às vezes eu penso que não é justo, e me calo. Noutras, eu quase salto de tanta fúria. Pura possessão minha, eu sei. E pura loucura da minha cabeça de acreditar que eu poderia ter você. Que eu poderia ser sua enquanto você fala grave no meu ouvido, e se abraça na minha cintura. Que eu poderia te ter agora mesmo, quando eu me sinto um bicho carente e felpudo. Que eu poderia me esquecer do mundo e fugir pra sua pele quente. Acho que não vou mudar de opinião até que você diga que não me quer. Que o outro existe. Mas, enquanto isso, enquanto a vergonha não perfura minha cara, eu continuo "a escrever para ti", como te mostrei, horas atrás.

9 de outubro de 2009

Acho que eu nunca senti tanto a falta de alguém. E hoje o dia foi assim. Senti como se você fosse meu terceiro braço, meu terceiro apoio. Quando você sumiu do meu corpo, eu não notei. Mas o teu espaço ficou sempre vazio. Ficou a tua falta entre os meus dois braços normais. Sei que não é justo sentir saudade assim, depois de termos terminado como foi. Depois de eu ter te beijado pela última vez pensando em outro, e sentindo nojo. E depois de ter visto você ir embora daquele jeito, sem qualquer perspectiva. Eu sou um trapo, mesmo. Mas algum pedaço teu ficou em mim, e uma molécula minha no teu corpo. Talvez seja dela que eu sinto falta. Não é possível que eu ainda te ame depois de tanta sacanagem minha.

7 de outubro de 2009

Eu acordei e senti falta do teu corpo quente. Da nossa nudez, da tua voz, do teu prazer pelo meu corpo, criando caminhos e repousando em mim. Da tua língua que me desafiava e me deixava completamente desarmada, passeando pelo meu corpo, pelo espaço fino entre a minha pele e os meus ossos. Senti falta de ser tua mulher por horas seguidas, adorando-te, prostrada. De ter você como meu homem, meu amante, minha fonte infinita de prazer e meu repouso seguro. Da rigidez da sua vontade percorrendo meus cantos mais quentes. Senti vontade de, novamente, não ter nada que nos separasse. Nem mesmo um fio de cabelo. Porque tudo em nós era prazer e fusão. Era fogo que ardia bravamente, enquanto você adentrava em mim, me fazendo esquecer do mundo lá fora, imerso em ilusão. Senti saudade, por isso revivi nossos momentos, enquanto o fogo da tua presença ainda era vivo dentro de mim.

22 de setembro de 2009

Eu só posso te dizer o quanto eu adoro tudo isso... Nossa cumplicidade que invade o ar, a sua respiração quente e fora de ritmo que corre pelos seus pulmões. Porque você conhece minhas palavras antes de eu dizê-las, menino. E o meu olhar que te revela tudo o que eu poderia pensar em fazer. E é isso... você me desarma inteira com esses olhos que tanto me chamam.

20 de setembro de 2009

Você vai ler e vai se lembrar. Se lembrar de todas as minhas manias, meus trejeitos, meu andar. De me envolver e me aquecer com seus braços por longas noites. De como os meus olhos se transformavam em duas jóias finamente lapidadas e brilhantes quando nossos corpos entravam em sincronia. Das minhas muitas lágrimas, e dos maiores e melhores sorrisos, que brotavam em meus lábios logo após. De quando eu te olhava fundo nos olhos, sem piscar, e te amava logo em seguida. De como o meu corpo se encaixava no seu com perfeição. De como o seu corpo nu, junto ao meu, mais parecia uma pintura, de tão perfeitos que eram os traços desenhados pela paixão. Você vai ler e vai se lembrar. E tudo isso em segundos, enquanto escapamos pelos dedos como areia.

28 de agosto de 2009

Quer saber, menina, eu vou é te encarar, te devorar com os olhos, colecionar cada palavra que você escreveu, cada foto que você tirou, cada passo que você deixou e vou te puxar de volta pra mim, porque eu não tenho mais medo da dor que você me causou. Eu vou te pegar com tanta força que você não vai ter escolha, e não vou ter remorso disso. O teu lugar é do meu lado, será que você não vê? Larga de todas essas tuas histórias mal contadas e volta ao meu corpo, eu sei que ele é o único que vibra no mesmo tom do seu sorriso. Como se você tivesse escapatória. Um amor tão grande assim não pode existir sem uma razão. Eu acordo e durmo na sintonia de mesmo nome, todos os dias, mês após mês, e já desisti de te esquecer nas viradas de ano. Eu não vou mais olhar pra baixo e concordar com tudo que você diz, ah, menina, eu vou é te trazer como uma corda puxa um barco, contra a maré, contra as rochas, contra o mundo, eu vou te ancorar aos mesmos ventos dantes, te beijar com a mesma boca dantes, te chamar no mesmo sussurro. Eu não vou mais fugir das minhas lágrimas, vou chorar até que o céu se parta ao meio, até que os oceanos congelem, será que você não vê, que teu lugar é do meu lado? Eu vou chorar até que um dias as coisas mudem e você volte, tímida e bonita, com aquela luz estranha nos olhos. Eu não tenho mais medo de você e dessa corrente de sentimentos que me acompanha, eu vou te mostrar o quanto posso te amar. Eu vou te amar até que você perceba, eu vou te amar até que o céu se torne vermelho, eu vou te amar até em meu leito de morte, te chamando, sempre, enquanto você espera a mulher que ama. Estarei ao teu lado nos desvarios mais loucos, nas dores mais profundas, vou chamar teu nome dos bismos mais engolidos, eu vou te matar, eu vou conseguir te matar só te amando. Será que você não vê. Que teu lugar é do meu lado.

Um amor tão grande assim não pode existir sem uma razão. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, até que não haja mais eu, até que não haja mais nada.
Eu te amo.


21 de agosto de 2009

Era difícil encontrar um meio de não ferir, estando com a faca nas mãos. Difícil fazer com que as lágrimas não rolassem, uma após a outra, num ciclo já conhecido por nós dois. Lágrimas e chuva, diria Leoni, naquela voz grave como a sua. Eu só diria que era uma coincidência que, aos poucos, ia me deixando mais frágil e seca. Incrível como os problemas surgem. Parecem estrelas que, ao serem apontadas, fazem nascer em nossos corpos já castigados e desgastados pequenas verrugas.

Eu e minha mania de olhar sempre o final, e já dar aquele veredicto desesperançoso. De dar ao meu futuro uma simples página em branco: pura falta de fé.

19 de agosto de 2009

É pedra, pedra, pedra. E daí que eu não precisava ter feito nada daquilo? Mas eu quis. Quis correr atrás dos seus rastros segundo após segundo. E aquilo me aliviava e me fazia inteira. Simplesmente porque cada centímetro do seu sorriso se fazia meu. Seu e meu. Meu e seu. E aquilo, só aquela miséria de entrega, me satisfazia. E daí que eu esmaguei a porra da vergonha na cara? Eu só buscava felicidade, ainda que isso significasse míseros segundos do seu tempo, às vezes nem tão meus assim. Que se dane que todos riram, acharam ridículo. EU TE BEIJEI. Antes, nas minhas postagens ridículas. Agora, foi tudo real, tangível. Eu pude sentir! Minha mulher, farpa presa à parte mais pura do meu coração. Agora tudo é nosso. Meu e seu. Seu e meu.

6 de agosto de 2009

Last night she said, oh baby i feel so down

Eu sinto um pouco de pena quando realmente começo a pensar. O que aquele garoto disse antes de morrer? "Deus, eu não posso morrer agora"? E isso me afetou mais do que eu previa, a morte de alguém que não conhecia. Mas acho que o fato de ele ter morrido no mar me desarmou. Acho o mar tão inofensivo. Na minha cabeça, uma pessoa pode boiar e viver na hora que quiser, a morte está completamente fora de cogitação para mim. Não que eu me ache imortal, só me acho distraída demais pra morrer, ou não me acho viva o suficiente pra isso.

5 de agosto de 2009

Dia escuro

Eu voltaria e faria tudo novamente, se houvesse alguma linha do tempo favorável. Te beijaria, te faria grama verde e me deitaria sob(re) o teu corpo iluminado e aquecido pelo sol.
Neblina imensa, visibilidade zero, e eu podia ver teu corpo me chamando desesperadamente, por milésimos eternos, num tom suave e doce - sempre -, que me puxava e me prendia.
Que grande surpresa, eu não imaginava. Eu só sentia, mais e mais... como é... meu corpo borbulhar. E desejava intensamente todo o teu corpo, teu fogo, teu TOQUE, a tua respiração ofegante e reconfortante, que repousava tranquilamente por sobre minha pele ardente.
Meu prazer, meu amante, minha sina... eu sussurava, enquanto te perdia aos poucos.
Ah, como era bom sentir o teu peso me pressionando, naquele ritmo certo, milhões de vezes... como era gostoso o teu gosto...
Parecia que cada parte do meu corpo fora esculpida por você, anos atrás, tamanho nosso encaixe. Desejo, aflição, e eu agradecia baixinho, por alguns segundos, por ninguém saber. Nosso prazer secreto.
Ah, as gotas que rolavam da tua cabeça aos pés.. Uma imensidão de pequenos cristais que me refletiam. Você mais parecia uma chama ardente, mesmo por dentro daquela água toda.
Fui me arrastando por cima dos nossos lençóis, cuidado pra que cada molécula do seu corpo descansasse em paz. Cambaleei, quase desisti, mas resisti. Te dei uma última olhada, por segundos dos quais nunca vou me esquecer, e parti.

Ainda sinto teu calor...

[te amo, só pra você saber]

29 de julho de 2009

Mais uma vez

Olha nos meus olhos, me chama de idiota, talvez eu acredite.
(desculpa...)

Eu me senti a mais patética dos seres, quando descobri a verdade. Mas não me culpe pela insegurança. Ela me acompanha por longas datas. Isso aqui tá patético, também.

Desculpa, de novo. Devo parar de escrever.

22 de julho de 2009

Suspiro

Nada de modificar os mantras. Senti a sua falta. Feito uma criança, chorei por horas seguidas. Eu queria aquela confusão dos seus olhos. O frio do seu toque que me aquecia e me deixava estranhamente entorpecida. Eu quase me entreguei... Tudo o que eu queria naquele momento era o seu conforto. Sua ilusão de que tudo ficaria bem. Que eu não era aquele lixo todo, mesmo sentindo meu cheiro deixar o lugar preto-carvão. Pensei em me pendurar no chuveiro, também. Bobagem.

15 de julho de 2009

Sobretudo, girl.

Que chuva imensa! Pena que eu tive que te ver indo embora, rastejando feito um verme, por entre todos aqueles corpos. E eu te gritava bem dentro de mim, achando que você seria capaz de ouvir. Nossa ligação havia sido rompida, eu não havia percebido, mas é que essa chuva toda... E eu senti pena do seu corpo tão jovem e cheio de curvas esbarrando e sendo desejado por aqueles idiotas. Eu me doaria inteira se você pedisse, de novo e outra vez. Me esqueceria do puto orgulho que eu carrego dentro de mim, e te beijaria intensa e calorosamente como no primeiro beijo. Mas quem disse que você quer voltar? O caminho da volta foi destruído: eu e minha ponte de defeitos derrubados, ali.

[será que isso só é ilusão da minha cabeça?]
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[trêmula]

11 de julho de 2009

Sábado

Estranheza, talvez. A minha ansiedade pra vê-lo, roendo os segundos, ultrapassando os limites... pra nada. O negro dos meus olhos... caídos. Não era normal, não deveria ser normal. Corpos tão... opostos.

Quase feliz... Quase viva... Quase... Quase... E lembrei de Gui. Quase me entreguei...

Ele parecia diferente... E caminhava pra longe. Na verdade, só agora eu me dei conta de que ele caminhava pra longe. Sempre. É que eu tentava resgatar o que nunca existiu. Salvar o que nunca esteve em risco.

Quase... Mas, pelo menos, eu o vi ir embora. Talvez agora eu acredite... que tudo tenha acabado. O tudo que nunca começou.

1 de julho de 2009

Você

Tentar esconder o explícito, o que nunca poderia ser descoberto, era, mesmo, uma grande tolice. Tentar ocultar meu desapontamento era perda de tempo. Quem de nós dois vai dizer que é impossível o amor acontecer? Eu digo, e suas entrevozes dizem, também. No vão das coisas que a gente disse, não cabe mais sermos somente amigos... O que, então? Esqueci aquela estória de amantes fugazes. Acabo entrando sem querer na tua vida... E me perco, me congelo por entre a tua voz e o teu gesto. A tua voz e o teu gesto. Dizem tanto... A tua voz e o teu gesto.

"Todo o sentimento precisa de um passado pra existir. O amor, não. Ele cria, como que por encanto, um passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que, há pouco, era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças numa espécie de... mágica."

Mas quem disse que era amor? Era apenas o seu peso que me puxava. E eu me deixava levar, nas tuas idas e vindas misteriosas e repentinas. Quem disse que era amor? Talvez eu tenha lido isso numa página de jornal ou livro, porque vim repetindo pra mim mesma, até chegar em casa. Quem disse que era amor?

26 de junho de 2009

Desesperadamente

O pecado era te amar. Com toda aquela confusão, aquele meu jeito pedante. Meu pecado era te querer. Querer de uma forma impossível. Um querer sangrento e dolorido, que não era querer. Apenas o seu peso que me puxava. Com toda aquela redundância, aquela contradição, aquele desgaste diário... eu te queria. Com todo o meu medo, a minha aflição, a minha queixa... eu te queria. Recostei na parede e só sabia dizer isso: eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria... Com todo aquele desgaste, eu te queria, eu te queria... Com toda a minha aflição, eu te queria, eu te queria, eu te queria.. Não era um mantra, era uma confissão desesperada. Eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Com todas aquelas impossibilidades, era a maior verdade que eu conseguia dizer, sentada ali. Um querer que não era querer. Um amor que não era amor. Mas eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Era mais uma confissão.

Estou a dois passos...

Ou talvez dias. O que importa é que tudo permanece vivo, como se estivéssemos sempre aqui, no mesmo lugar. A partida não mata, apenas congela tudo. E, quando nossos olhos se fecham, o tudo renasce, partimos do mesmo ponto. O fogo não se apaga.

20 de junho de 2009

Negação ao Avesso

Não me diz assim, não. Você sabe, eu fecho os olhos e penso nela. Eu sempre penso, nunca nego. Enquanto isso, você sorri e fala sobre qualquer coisa a ver com patos. Eu nunca ouço, nunca nego. Mas você insiste.

É que os seios dela me prendem tanto, me fazem ter vontade de voltar e sentar, filmar seus gestos mais involuntários, pra sentar aqui e escrever. Escrever inutilmente. Ela não liga, nunca nega.

Te disse que eram as pernas... dela. Eram todo o desejo, mais do que eu havia te dito. Sempre te escondi, nunca neguei.

Sempre me revirei. Me ajoelhei e rezei tua prece, mas eu pensava nela. Naqueles beijos que me prendiam e sufocavam. Mas eu nunca te disse, não nego.

19 de junho de 2009

Diz que nunca me esqueceu.

"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Diz que foi brincadeira. Faço questão de acreditar, mesmo que seja mais uma das suas mentiras. Vou sentir seu vapor, acreditando que é quente, assim, por minha causa.

"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou te beijar daquele mesmo jeito, pisando no orgulho e voando com a ilusão de que você é só minha. Que você não arrancou a página com meu nome. Que aquela flor foi você quem me deu.

"Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu". Que eu vou deitar na sua cama e tirar sua roupa. Amassar o seu lençol e fumar o seu cigarro. Mas diz... Diz que você ainda é minha.

"Diz que nunca me esqueceu."

18 de junho de 2009

Num insuspeitável bar.

Pra decência não nos ver.

Te disse que a máscara incomodava, mesmo sendo invisível para os meus olhos de águia. E sorri, assim, por vê-la cair. Cristal. Teu corpo do avesso. Só não lembro quem sorriu primeiro, se eu ou você, pelo laço cristalino de amizade.

(um post só pra você... veja como estou boazinha. Te adoro!)

16 de junho de 2009

Luva e mão, Mão e luva.

Ah, você me provoca, me incita a te pedir. Faz questão de me lembrar que você sabe que eu te quero "mais que tudo, mais que o mundo" (como eu tenho repetido). Você precisa olhar pra trás para se certificar que eu continuo seguindo teus passos, lentamente, esperançosamente, desajeitadamente como um cão sem dono. Por que você olha para trás? Machuca. Você faz de propósito? Eu sei que você precisa. Eu te amo tanto, droga.

Você vai de mãos dadas com ela, e olha pra trás, me vê chorando. Eu te amo tanto, droga.

Vamos voltar o relógio
Fotografar os segredos
Quero você como um credo
Vamos nos dar privilégios
Meu sol
Pingos na calçada
Sou só
Chuva e lágrimas

Shit.

Foda-se tudo. Todas aquelas palavras engolidas. Se foram, de que adianta? Foda-se que eu sou patética. Foda-se a sua dureza percorrendo meu corpo. Foda-se que minha bermuda não combina com meus brincos finos. Foda-se que meu cabelo está despenteado. Foda-se a sua vida com ela. Foda-se se o sol aqui é mais escuro. Foda-se se meu pescoço e meus seios estão manchados. Foda-se se eu me firo com algodão. Foda-se o modo patético como essas palavras nasceram - eu sou patética, mesmo. Foda-se a falta de razão em tudo. Foda-se.

15 de junho de 2009

Do nosso início.

A minha maior vontade, meu maior desejo, todo o maior amor do mundo. E eu choro escrevendo isto. De lembrar das minhas lágrimas quando você se virou e foi embora... Dos meus pedidos pra que você ficasse ao meu lado. Meu peito ficou oco. Você o levou consigo, preso aos teus lábios trêmulos. Choro mais ainda, e não sei o que te dizer. Ainda sinto teu peso sobre mim, teu toque pressionando meu corpo, teus lábios presos aos meus, o rio que você fez nascer em meu corpo. Você me abraça forte, e teus olhos presos aos meus, sobre minhas torres, me prendem e eu suspiro. Minha fonte de calor, meu secreto. E eu te procuro em cada centímetro da minha cama, tento achar qualquer rastro nosso. Talvez tudo não tenha passado de um sonho bom.

Este teu olhar
quase me deixa louca,
impossível não notar.

Quando eu te tocar,
beija todo o meu corpo,
esqueça o tempo
e vem me amar.

Não vá negar,
me dê tua mão,
promete que pensa assim,
você vai lembrar de mim,
vai sonhar
a dança,
o som.
E eu vou esperar pra ver
eu sei, vai aparecer.

Vem me abraçar,
faz de mim seu violão,
toca no meu corpo.

Vem me beijar,
faz de mim sua canção,
me ama mais um pouco.

12 de junho de 2009

Ponto Xis

De pensar que aquela loucura nos faria afundar, mas contrariou e nos trouxe à superfície. Lúcidos. E eu rio no teu beijo, você não sabe o porquê. Estado agudo de felicidade. Enquanto toda a nossa história passa na minha frente, num filme. Perfuro o chão e me escondo. Você me resgata, beija meus lábios e o medo se esvai. De lembrar que, um dia, as coisas foram diferentes. Indiferentes, melhor. Parece que voltamos ao começo. O ponto xis, reencontro.

Você me abraça e eu esqueço. Sempre esqueço. De que importa o passado, agora, se o nosso tempo é o melhor de todas as eras?

2 de junho de 2009

Ausência de fotos

Eu sempre te amarei, eu sempre te amarei, eu sempre te amarei. No futuro assim, não parece um mantra, então não parece mentira. Piada interna, Rute.

Cantando música brega na aula, noitinha, depois peguei em uma lesma, chorei baixinho, mas isso foi antes ou depois? Nem errei tanto o exercício, depois Giselle elogiou minha resenha e eu comecei a cantar, está em ordem? Pegar tudo na gaveta do meliponário, e ir sorrindo aberto pra casa. Estou em casa, e isso é a única coisa que tenho certeza.
Dormir hoje não vou não. Jogar yu gi oh e pokemon. E tem prova de Morfologia-e-sistemática-de-criptógamas amanhã, Rhodophyta Chlorophyta Phaeophyta Mixomycetes. Estou tão feliz aqui e tão desesperada em qualquer outro lugar.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Não me lembra assim não de todas as coisas que passamos juntas, eu choro bem no meio do cladograma mais difícil. Não me lembra de nosso suor, do nosso aconchego, das nossas promessas, dos nossos sorvetes; eu choro mesmo depois de todo esse tempo. Arranca essa mágoa, é fácil. Diz que nunca me esqueceu.

Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu. Parece um mantra, e estou cansada mesmo das minhas próprias mentiras.

19 de maio de 2009

Desespero

Eu posso dizer para você o quanto eu a amo. Acordei e veio à minha mente a imagem daqueles seios feridos, que eu havia encarado por um tempo vergonhosamente longo quando me encontrei com ela outro dia. Eu estava acompanhada, e ela parecia triste. Mais tarde soube que foi expulsa do RED (seja lá onde for) por ter beijado alguém. Eu fiquei mal como nos velhos tempos, que nostalgia.

Só pra você, não conta pra ninguém, eu nunca a esqueci. Ou talvez só tenha ficado mágoa de ser tão rejeitada. Contigo não é legal, a ouvi dizendo baixinho tempos atrás. Mas talvez eu tenha ouvido errado, e ela não quis repetir. O que eu não fiz por aquela mulher, me diz? Noites insanas, lágrimas amargas. Eu lembro de nós duas chorando abraçadas. Minhas lágrimas eram fartas, enquanto as dela nem tanto. Só hoje reconheci o que aquilo significava: ela não estava sofrendo. Eu estava cega, e posso voltar a ficar cega se ela me quiser de novo, mesmo se for por uma tarde...

16 de maio de 2009

. Uma dose de cura, por favor .

Quando eu vi, Marina estava deitada na cama, fazendo pose de Cristo Redentor. Seria bonito, se não fosse pelo seu corpo magrelo, com manchas de sangue e uma garrafa de vinho do lado. Foi Renato, pensei, enquanto molhava um punhado de algodão no alcool. Da última vez, Marina jurou que não choraria mais. Grande mentira. Ela estava se acabando. Morria. Apenas morria, pra depois renascer.

12 de maio de 2009

. Lembrança em preto e branco .

O sabor amargo dos xingamentos engolidos, em reverência. Vesti minha roupa e bati a porta. Toda aquela situação era constrangedora. Você reclamava do preconceito externo, mas era apenas farsa. O maior - e que mais afetava - era o interno, sua luta contínua, o medo de assumir seu desejo e me rasgar inteira. Em lembrar do teu beijo, eu cuspo e sinto nojo. Era dor demais. Lembrança em preto e branco.

10 de maio de 2009

. AAA .

Eu fico falando como se houvesse necessidade em responder. Como se toda aquela farsa não fosse resposta mais que suficiente. O desenrolar do teu discurso foi o culpado por ela ter dormído - e não o sonífero que pus em seu copo. Era irritadoramente enfadonho.

I'll go to anywhere, with anyone, anyway.

6 de maio de 2009

AC

Passei o dia pensando em coisas pra te escrever. Não veio nada. Nada absurdamente fantástico ou feio. Vieram letras mal rabiscadas, metáforas sem sentido e desenhos sem forma. Mas eu queria te agradar. Deitar na cama com você pra conversar bobagens. Mas não. Minha covardia e castidade me mantém longe de você. Te faço juras secretas, tão secretas que você nem sabe. Crio um manual pra saber como agir. E a primeira regra é: não programar nada. E eu desisto de tudo. Desenho teu nome com batom vermelho na minha perna e fico admirando meu trabalho: desperdício. Você não vai ver. Muito mal vai me olhar com o canto dos olhos e dizer algumas palavras. Sua sucinta! Sento na minha poltrona preferida e vejo teu show. Tua voz me cerca. Não é novidade, só eu estou sentada na platéia. Sua solidão sou eu quem vê. Laura e seus fantasmas desaparecem. Como soldados covardes que fogem da guerra, eles sobem em cavalos negros, te olham pela última vez e correm para o além. E eu assisto tudo, até que as cortinas se fecham e você vira pó. Só restou sua presença na minha lembrança. Ácida e quente.

[pra ficar (mais) emo. Você merece, minha Si adorável.]

4 de maio de 2009

. Nosso Filme .

http://www.youtube.com/watch?v=D_7oM73Ptvk&feature=channel_page

Só pra lembrar de você. Pra sentir as farpas pelo corpo e dar aquele sorriso de meia-boca, porque é a única coisa que eu tenho feito desde aquele momento.

13 de abril de 2009

April, april, april.

E justamente pelo meu desejo de te beijar que terminei o que nem começamos.

Te dizer que vi Ighor hoje sem nem tê-lo procurado. Que ele aparatou na minha frente e me tocou de leve. E depois disse que estava com saudades. Me abraçou - até.

Mas eu precisava era de um banho antes da reunião idiota do PET. Tirar o cheiro do nosso cigarro. Eu não estava cambaleando, e isso é uma prova, não é? De que eu não dou mesmo a mínima. Ou foi o efeito de sair e dar de cara com Ighor. Ele me sustentou de um jeito que ninguém conseguiria, ninguém. E eu agradeço e fico calada enquanto ele fala sobre a caloura Loiuse ter cortado as asinhas dele - ou coisa parecida.

Amanhã tem prova de química, quarta de criptógamas, quinta começa o enepet, sexta calourada. Viver anda mesmo um saco...

30 de março de 2009

Hoje, 30.

A maior recompensa foi ele ter dito "No dia do trote você sumiu" e o maior arrependimento foi de eu ter dito o porquê com uma mentira mais do que idiota. Calada eu teria ficado feliz o suficiente pelo resto da manhã que vagabundei com ele nos tanques de anfíbios, falando sobre maconha, sexo, e corrupção dos professores. Eu estava estranha, esperando algum tipo de afeição. Ele parecia indiferente e falador, sussurrando do jeito que me fez apaixonar, mexendo os dedos de unhas longas. Eu só não entendia por que estávamos no mato sem cigarro, falando merda e ele nem sequer se aproximava para que eu o beijasse. Talvez só quisesse que eu o atacasse para depois fofocar pros amigos.

E Marcelo, que vi um dia antes da minha ansiada terça de morfologia-e-sistemática-de-criptógamas-I. Eu consigo ser loucamente apaixonada por ele, e ele consegue me ignorar sem fazer muito esforço. Mesmo assim eu pareço não ter muita vergonha enquanto tento beijá-lo o mais perto da boca possível.

Aí Ighor e Marcelo, Marcelo e Ighor - juntos. Preferi Marcelo, e depois fugi com Ighor pro CEB, onde ele, num gesto raro, me abraçou e beijou na biblioteca quando confundi uma preguiça gigante com um dinossauro. Ele é estagiário de paleonto, e eu sou uma caloura idiota que gosta de abelhas. Eu gosto do cheiro de Ighor, suor, perfume e cigarro. Gosto do sal em seu pescoço, dos seus lábios estranhos e distantes.

Hoje ele mostrou uns fósseis para uma profa, Marlucy?, enquanto eu observava e ouvia. Tive vontade de fazer anotações sobre as pessoas, sobre o que eu aprendia e estranhava feito uma criança. Daí esse meu post em forma de diário. Eu queria me manter atualizada sobre mim mesma, a respeito da minha memória desgraçada. Eu queria lembrar de Ighor e das suas palavras macias. A menina que copiava.

29 de março de 2009

Eu, você, e meus pedaços.

Fecho meus olhos e vejo teus erros. Os abro, e me machuco. Te vejo. Me parto em mil pedaços que é pra cada um deles se grudar em um pedaço teu. E eu me machuco, de novo. Você me arranha.
O que desejo te falar é verdade demais. Você não vai aguentar. Por isso eu me sangro... pura covardia. Corto meus pulsos, e já não tenho mais sangue.
Ando quase morrendo, desmaiando. Meus olhos ficam esbranquiçados, minhas pernas fraquejam, e, quase sem voz, eu tento chamar teu nome. Ligo pro teu telefone, e uma voz atende, parecia que tinha acabado de acordar: "oi, ele está dormindo."
E meu mundo volta a desabar, se partir em milhões de pedaços pequenos. E eu sento num banco, esperando tudo isso acabar, te esperando voltar. E quando você volta, eu viro as costas e caminho numa direção contrária à tua. É que eu estou cansada...
E corto meus pulsos novamente, pela minha covardia. Por eu sentir vontade de ter você pra mim, mesmo odiando o cheiro de cigarro grudado na tua pele. Mesmo odiando tua voz de tarado.

Mesmo te odiando, eu te amo. E digo isso covardemente. Como sempre...

27 de março de 2009

Orelhas azuis

Eu esperei impacientemente o dia inteiro, a aula inteira; esperei a cada arrastar dos meus pés pelo prédio, seguindo teu cheiro, teu rastro falso. E quando você apareceu, óculos escuros, cabelo molhado, eu fui na direção contrária. Você tinha que sentir minha falta. Mas posso apostar que não sentiu.

Eu queria só que você tivesse me visto lá parada conversando com Keilla e deduzido que eu iria segui-lo mais cedo ou mais tarde. E depois olhado para os lados na reunião do C.A.

Estou viciada nesse convívio doentio. Encosto meu rosto no seu ombro para sentir aquele cheiro familiar de perfume e cigarro. Beijo teu rosto macilento.. esperando.. esperando o que?

Outro dia irei te encontrar, e quais serão meus gestos dessa vez?

Saudade.


Lembra? Eu cheguei, te vi cantando e sentei. Te puxei pra perto, e desenhei esse coração em você. Grandes lembranças daqueles nossos dias. Poucos dias, e que me doeram quando acabaram. É que eu te queria mais perto...
E o filme? Ah, acho que nunca tive tanto prazer em assistir um filme.. Você estava bem ao meu lado, como sempre sonhei. Segurou minhas mãos, e eu senti um arrepio percorrer meu corpo.
Sabe, amor, eu não imaginava que o amor pudesse doer tanto.. Você viu como eu fiquei quando você disse que ia embora..
É que eu te amo...
[e não sei usar as metáforas que a Ruth usa, mas eu amo você... tá? *-*]

24 de março de 2009

Cordas

Ah, agora o Marcelo. Não me sinto ridícula em escrever sobre ele, já que me vi culpada por tantos os nomes que esqueci durante toda minha vida de colegial Então posso escrever que estou completamente louca por ele, ao menos até amanhã [...]

Mas abracei Ighor hoje. Eu gostei de ele me usar, me machucar, rir bem na minha cara. Eu gostei de sentir toda aquela dor sem reclamar, sem deixar ele saber. Marcelo tinha me tratado tão ternamente.. E Ighor me faz sentir um lixo. Os dois me atraem de uma maneira doentia. A chacota de Ighor x A voz estranha de Marcelo.

Me imagino entre os dois. Acho que sairia correndo. Ou sentaria no pau do Marcelo na frente de Ighor.

20 de março de 2009

Dia cinzento

Dia cinzento da porra, e ele entrou de repente como se eu não o tivesse procurado discretamente o dia todo. O engraçado é que eu já tinha desistido e ido estudar quando ele apareceu, os olhos vermelhos e o cabelo loiro solto. E acabei seguindo ele na secretaria, no CEB, na vivência, e finalmente no Bambu Bar, onde tomei um gole de cerveja. Ele tinha de ir pro Museu, e voltou pra parada. Vim pra cá a pé, e me pus a pensar e escrever sobre aquele idiota loiro e alombrado.

Dia cinzento, e eu não parecia normal. Ele me contava que tinha fumado um troço muito louco na noite passada, e que agarrou a garota que tinha acabado de entrar. Gatinha ela, ele disse. Olhei e me achei muito mais gostosa, mas aquilo não significava muita coisa afinal. Eu parecia mesmo muito fumada enquanto caminhava ao lado daquele maluco. Quis beijá-lo, depois não, e depois não mesmo. Mas aquele cheiro estranho continua em mim, e eu tenho certeza que a boca dele tem gosto de salada de pepino. Eu só queria sentir mais perto, mais perto, mais perto, e não estava prestando a mínima atenção na história que ele estava contando, sobre ter imitado um espanhol para seduzir a mina da lanchonete. Acabou comendo cachorro quente de graça, disse.

Eu não estava ligando. Eu queria beber com ele, mas não podia, então vou pra casa me cortar.

18 de março de 2009

It's raining blades

Você sabe como é, aquela velha de história descer do ônibus na parada errada e ir correndo para casa debaixo de chuva. Eu pensei desesperadamente em meios de te fazer voltar, mas a única conclusão a que cheguei foi a de que nunca fui amada. E é por isso que eu não tenho vergonha na cara quando te peço encarecidamente que você me beije. Chego a notar que você não quer, mas acha que deve querer, e beija mesmo assim. Eu busco saber o porquê de eu não me importar nem um pouco com isso, mas acho que é pura sacanagem minha.

Ah, se você voltasse, por debaixo da mesa chutando meu pé. As coisas seriam diferentes, e eu não estaria tão cansada de uma vida que nem sei se estou vivendo certo, de um óculos novo que está ferindo minha orelha, daquelas reuniões intermináveis do PET, de um aumento substancial de tecido adiposo na minha cintura. Porque você me faria rir de tudo isso ao teu lado, debaixo da tua pele ácida e quente.

Ácida e quente.
 

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