Não me diz assim, não. Você sabe, eu fecho os olhos e penso nela. Eu sempre penso, nunca nego. Enquanto isso, você sorri e fala sobre qualquer coisa a ver com patos. Eu nunca ouço, nunca nego. Mas você insiste.
É que os seios dela me prendem tanto, me fazem ter vontade de voltar e sentar, filmar seus gestos mais involuntários, pra sentar aqui e escrever. Escrever inutilmente. Ela não liga, nunca nega.
Te disse que eram as pernas... dela. Eram todo o desejo, mais do que eu havia te dito. Sempre te escondi, nunca neguei.
Sempre me revirei. Me ajoelhei e rezei tua prece, mas eu pensava nela. Naqueles beijos que me prendiam e sufocavam. Mas eu nunca te disse, não nego.
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