11 de outubro de 2009

Tentei me livrar de todos os teus rastros, mas o som do teu violão fez tudo voltar tão forte quanto uma avalanche. Senti o teu braço pela minha cintura, me levando para passear pelas nossas lembranças, pelos nossos muros caídos... Não achei que fosse encontrar tanta felicidade naqueles escombros. Não sei o porquê de eu ainda me lembrar de você desse jeito. De sentir falta da tua presença, do teu jeito manso, do meu nome dito num sussurro estremecedor. De dias tão bem marcados, da tua presença constante. Desde ontem eu estou nessa melancolia. Sussurrando teu nome por detrás das minhas palavras, pra ver se você volta pra mim numa nuvem qualquer. E eu rio de mim mesma, depois de cruzar as pernas e piscar os olhos, te esperando mais a cada segundo. É que a tua fala mansa ainda me chama, todas as manhãs. Você me vem à mente antes mesmo de eu pensar em respirar. E é assim todos os dias. Porque ninguém será como você. Teu espaço é único, só você cabe. Só você cabe nessas linhas mal escritas, que ninguém vai ler. No espaço entre o meu perfume e minhas mãos. Porque ainda é você que eu respiro mês após ano. Você quem eu espero no corpo de outro. São as tuas palavras, o teu jeito, o teu cheiro, a tua voz, o teu cuidado, a tua paciência, o teu carinho, o teu amor. E eu não vou mais te enganar. Mas não posso, também, te fazer refém da minha montanha-russa de sentimentos. Eu vou te deixar livre. Em paz e livre pra fazer qualquer escolha. E eu prometo entender se você não me quiser mais. Mas ainda quero arriscar e te puxar mais uma vez, ancorar no teu amor e seguir em frente. Porque você, meu amor, é aquele por quem eu pedi.
 

Desespero em paralelo © 2008. Chaotic Soul :: Converted by Randomness