29 de julho de 2009

Mais uma vez

Olha nos meus olhos, me chama de idiota, talvez eu acredite.
(desculpa...)

Eu me senti a mais patética dos seres, quando descobri a verdade. Mas não me culpe pela insegurança. Ela me acompanha por longas datas. Isso aqui tá patético, também.

Desculpa, de novo. Devo parar de escrever.

22 de julho de 2009

Suspiro

Nada de modificar os mantras. Senti a sua falta. Feito uma criança, chorei por horas seguidas. Eu queria aquela confusão dos seus olhos. O frio do seu toque que me aquecia e me deixava estranhamente entorpecida. Eu quase me entreguei... Tudo o que eu queria naquele momento era o seu conforto. Sua ilusão de que tudo ficaria bem. Que eu não era aquele lixo todo, mesmo sentindo meu cheiro deixar o lugar preto-carvão. Pensei em me pendurar no chuveiro, também. Bobagem.

15 de julho de 2009

Sobretudo, girl.

Que chuva imensa! Pena que eu tive que te ver indo embora, rastejando feito um verme, por entre todos aqueles corpos. E eu te gritava bem dentro de mim, achando que você seria capaz de ouvir. Nossa ligação havia sido rompida, eu não havia percebido, mas é que essa chuva toda... E eu senti pena do seu corpo tão jovem e cheio de curvas esbarrando e sendo desejado por aqueles idiotas. Eu me doaria inteira se você pedisse, de novo e outra vez. Me esqueceria do puto orgulho que eu carrego dentro de mim, e te beijaria intensa e calorosamente como no primeiro beijo. Mas quem disse que você quer voltar? O caminho da volta foi destruído: eu e minha ponte de defeitos derrubados, ali.

[será que isso só é ilusão da minha cabeça?]
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[trêmula]

11 de julho de 2009

Sábado

Estranheza, talvez. A minha ansiedade pra vê-lo, roendo os segundos, ultrapassando os limites... pra nada. O negro dos meus olhos... caídos. Não era normal, não deveria ser normal. Corpos tão... opostos.

Quase feliz... Quase viva... Quase... Quase... E lembrei de Gui. Quase me entreguei...

Ele parecia diferente... E caminhava pra longe. Na verdade, só agora eu me dei conta de que ele caminhava pra longe. Sempre. É que eu tentava resgatar o que nunca existiu. Salvar o que nunca esteve em risco.

Quase... Mas, pelo menos, eu o vi ir embora. Talvez agora eu acredite... que tudo tenha acabado. O tudo que nunca começou.

1 de julho de 2009

Você

Tentar esconder o explícito, o que nunca poderia ser descoberto, era, mesmo, uma grande tolice. Tentar ocultar meu desapontamento era perda de tempo. Quem de nós dois vai dizer que é impossível o amor acontecer? Eu digo, e suas entrevozes dizem, também. No vão das coisas que a gente disse, não cabe mais sermos somente amigos... O que, então? Esqueci aquela estória de amantes fugazes. Acabo entrando sem querer na tua vida... E me perco, me congelo por entre a tua voz e o teu gesto. A tua voz e o teu gesto. Dizem tanto... A tua voz e o teu gesto.

"Todo o sentimento precisa de um passado pra existir. O amor, não. Ele cria, como que por encanto, um passado que nos cerca. Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que, há pouco, era quase um estranho. Ele supre a falta de lembranças numa espécie de... mágica."

Mas quem disse que era amor? Era apenas o seu peso que me puxava. E eu me deixava levar, nas tuas idas e vindas misteriosas e repentinas. Quem disse que era amor? Talvez eu tenha lido isso numa página de jornal ou livro, porque vim repetindo pra mim mesma, até chegar em casa. Quem disse que era amor?
 

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