7 de outubro de 2009

Eu acordei e senti falta do teu corpo quente. Da nossa nudez, da tua voz, do teu prazer pelo meu corpo, criando caminhos e repousando em mim. Da tua língua que me desafiava e me deixava completamente desarmada, passeando pelo meu corpo, pelo espaço fino entre a minha pele e os meus ossos. Senti falta de ser tua mulher por horas seguidas, adorando-te, prostrada. De ter você como meu homem, meu amante, minha fonte infinita de prazer e meu repouso seguro. Da rigidez da sua vontade percorrendo meus cantos mais quentes. Senti vontade de, novamente, não ter nada que nos separasse. Nem mesmo um fio de cabelo. Porque tudo em nós era prazer e fusão. Era fogo que ardia bravamente, enquanto você adentrava em mim, me fazendo esquecer do mundo lá fora, imerso em ilusão. Senti saudade, por isso revivi nossos momentos, enquanto o fogo da tua presença ainda era vivo dentro de mim.
 

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