21 de agosto de 2009

Era difícil encontrar um meio de não ferir, estando com a faca nas mãos. Difícil fazer com que as lágrimas não rolassem, uma após a outra, num ciclo já conhecido por nós dois. Lágrimas e chuva, diria Leoni, naquela voz grave como a sua. Eu só diria que era uma coincidência que, aos poucos, ia me deixando mais frágil e seca. Incrível como os problemas surgem. Parecem estrelas que, ao serem apontadas, fazem nascer em nossos corpos já castigados e desgastados pequenas verrugas.

Eu e minha mania de olhar sempre o final, e já dar aquele veredicto desesperançoso. De dar ao meu futuro uma simples página em branco: pura falta de fé.
 

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