Um amor tão grande assim não pode existir sem uma razão. Eu te amo, eu te amo, eu te amo, até que não haja mais eu, até que não haja mais nada.
Eu te amo.
28 de agosto de 2009
Quer saber, menina, eu vou é te encarar, te devorar com os olhos, colecionar cada palavra que você escreveu, cada foto que você tirou, cada passo que você deixou e vou te puxar de volta pra mim, porque eu não tenho mais medo da dor que você me causou. Eu vou te pegar com tanta força que você não vai ter escolha, e não vou ter remorso disso. O teu lugar é do meu lado, será que você não vê? Larga de todas essas tuas histórias mal contadas e volta ao meu corpo, eu sei que ele é o único que vibra no mesmo tom do seu sorriso. Como se você tivesse escapatória. Um amor tão grande assim não pode existir sem uma razão. Eu acordo e durmo na sintonia de mesmo nome, todos os dias, mês após mês, e já desisti de te esquecer nas viradas de ano. Eu não vou mais olhar pra baixo e concordar com tudo que você diz, ah, menina, eu vou é te trazer como uma corda puxa um barco, contra a maré, contra as rochas, contra o mundo, eu vou te ancorar aos mesmos ventos dantes, te beijar com a mesma boca dantes, te chamar no mesmo sussurro. Eu não vou mais fugir das minhas lágrimas, vou chorar até que o céu se parta ao meio, até que os oceanos congelem, será que você não vê, que teu lugar é do meu lado? Eu vou chorar até que um dias as coisas mudem e você volte, tímida e bonita, com aquela luz estranha nos olhos. Eu não tenho mais medo de você e dessa corrente de sentimentos que me acompanha, eu vou te mostrar o quanto posso te amar. Eu vou te amar até que você perceba, eu vou te amar até que o céu se torne vermelho, eu vou te amar até em meu leito de morte, te chamando, sempre, enquanto você espera a mulher que ama. Estarei ao teu lado nos desvarios mais loucos, nas dores mais profundas, vou chamar teu nome dos bismos mais engolidos, eu vou te matar, eu vou conseguir te matar só te amando. Será que você não vê. Que teu lugar é do meu lado.
21 de agosto de 2009
Era difícil encontrar um meio de não ferir, estando com a faca nas mãos. Difícil fazer com que as lágrimas não rolassem, uma após a outra, num ciclo já conhecido por nós dois. Lágrimas e chuva, diria Leoni, naquela voz grave como a sua. Eu só diria que era uma coincidência que, aos poucos, ia me deixando mais frágil e seca. Incrível como os problemas surgem. Parecem estrelas que, ao serem apontadas, fazem nascer em nossos corpos já castigados e desgastados pequenas verrugas.
Eu e minha mania de olhar sempre o final, e já dar aquele veredicto desesperançoso. De dar ao meu futuro uma simples página em branco: pura falta de fé.
Eu e minha mania de olhar sempre o final, e já dar aquele veredicto desesperançoso. De dar ao meu futuro uma simples página em branco: pura falta de fé.
19 de agosto de 2009
É pedra, pedra, pedra. E daí que eu não precisava ter feito nada daquilo? Mas eu quis. Quis correr atrás dos seus rastros segundo após segundo. E aquilo me aliviava e me fazia inteira. Simplesmente porque cada centímetro do seu sorriso se fazia meu. Seu e meu. Meu e seu. E aquilo, só aquela miséria de entrega, me satisfazia. E daí que eu esmaguei a porra da vergonha na cara? Eu só buscava felicidade, ainda que isso significasse míseros segundos do seu tempo, às vezes nem tão meus assim. Que se dane que todos riram, acharam ridículo. EU TE BEIJEI. Antes, nas minhas postagens ridículas. Agora, foi tudo real, tangível. Eu pude sentir! Minha mulher, farpa presa à parte mais pura do meu coração. Agora tudo é nosso. Meu e seu. Seu e meu.
6 de agosto de 2009
Last night she said, oh baby i feel so down
Eu sinto um pouco de pena quando realmente começo a pensar. O que aquele garoto disse antes de morrer? "Deus, eu não posso morrer agora"? E isso me afetou mais do que eu previa, a morte de alguém que não conhecia. Mas acho que o fato de ele ter morrido no mar me desarmou. Acho o mar tão inofensivo. Na minha cabeça, uma pessoa pode boiar e viver na hora que quiser, a morte está completamente fora de cogitação para mim. Não que eu me ache imortal, só me acho distraída demais pra morrer, ou não me acho viva o suficiente pra isso.
5 de agosto de 2009
Dia escuro
Eu voltaria e faria tudo novamente, se houvesse alguma linha do tempo favorável. Te beijaria, te faria grama verde e me deitaria sob(re) o teu corpo iluminado e aquecido pelo sol.
Neblina imensa, visibilidade zero, e eu podia ver teu corpo me chamando desesperadamente, por milésimos eternos, num tom suave e doce - sempre -, que me puxava e me prendia.
Que grande surpresa, eu não imaginava. Eu só sentia, mais e mais... como é... meu corpo borbulhar. E desejava intensamente todo o teu corpo, teu fogo, teu TOQUE, a tua respiração ofegante e reconfortante, que repousava tranquilamente por sobre minha pele ardente.
Meu prazer, meu amante, minha sina... eu sussurava, enquanto te perdia aos poucos.
Ah, como era bom sentir o teu peso me pressionando, naquele ritmo certo, milhões de vezes... como era gostoso o teu gosto...
Parecia que cada parte do meu corpo fora esculpida por você, anos atrás, tamanho nosso encaixe. Desejo, aflição, e eu agradecia baixinho, por alguns segundos, por ninguém saber. Nosso prazer secreto.
Ah, as gotas que rolavam da tua cabeça aos pés.. Uma imensidão de pequenos cristais que me refletiam. Você mais parecia uma chama ardente, mesmo por dentro daquela água toda.
Fui me arrastando por cima dos nossos lençóis, cuidado pra que cada molécula do seu corpo descansasse em paz. Cambaleei, quase desisti, mas resisti. Te dei uma última olhada, por segundos dos quais nunca vou me esquecer, e parti.
Ainda sinto teu calor...
[te amo, só pra você saber]
Neblina imensa, visibilidade zero, e eu podia ver teu corpo me chamando desesperadamente, por milésimos eternos, num tom suave e doce - sempre -, que me puxava e me prendia.
Que grande surpresa, eu não imaginava. Eu só sentia, mais e mais... como é... meu corpo borbulhar. E desejava intensamente todo o teu corpo, teu fogo, teu TOQUE, a tua respiração ofegante e reconfortante, que repousava tranquilamente por sobre minha pele ardente.
Meu prazer, meu amante, minha sina... eu sussurava, enquanto te perdia aos poucos.
Ah, como era bom sentir o teu peso me pressionando, naquele ritmo certo, milhões de vezes... como era gostoso o teu gosto...
Parecia que cada parte do meu corpo fora esculpida por você, anos atrás, tamanho nosso encaixe. Desejo, aflição, e eu agradecia baixinho, por alguns segundos, por ninguém saber. Nosso prazer secreto.
Ah, as gotas que rolavam da tua cabeça aos pés.. Uma imensidão de pequenos cristais que me refletiam. Você mais parecia uma chama ardente, mesmo por dentro daquela água toda.
Fui me arrastando por cima dos nossos lençóis, cuidado pra que cada molécula do seu corpo descansasse em paz. Cambaleei, quase desisti, mas resisti. Te dei uma última olhada, por segundos dos quais nunca vou me esquecer, e parti.
Ainda sinto teu calor...
[te amo, só pra você saber]