26 de junho de 2009
Desesperadamente
O pecado era te amar. Com toda aquela confusão, aquele meu jeito pedante. Meu pecado era te querer. Querer de uma forma impossível. Um querer sangrento e dolorido, que não era querer. Apenas o seu peso que me puxava. Com toda aquela redundância, aquela contradição, aquele desgaste diário... eu te queria. Com todo o meu medo, a minha aflição, a minha queixa... eu te queria. Recostei na parede e só sabia dizer isso: eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria... Com todo aquele desgaste, eu te queria, eu te queria... Com toda a minha aflição, eu te queria, eu te queria, eu te queria.. Não era um mantra, era uma confissão desesperada. Eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Com todas aquelas impossibilidades, era a maior verdade que eu conseguia dizer, sentada ali. Um querer que não era querer. Um amor que não era amor. Mas eu te queria, eu te queria, eu te queria, eu te queria. Era mais uma confissão.
Estou a dois passos...
Ou talvez dias. O que importa é que tudo permanece vivo, como se estivéssemos sempre aqui, no mesmo lugar. A partida não mata, apenas congela tudo. E, quando nossos olhos se fecham, o tudo renasce, partimos do mesmo ponto. O fogo não se apaga.