Fecho meus olhos e vejo teus erros. Os abro, e me machuco. Te vejo. Me parto em mil pedaços que é pra cada um deles se grudar em um pedaço teu. E eu me machuco, de novo. Você me arranha.
O que desejo te falar é verdade demais. Você não vai aguentar. Por isso eu me sangro... pura covardia. Corto meus pulsos, e já não tenho mais sangue.
Ando quase morrendo, desmaiando. Meus olhos ficam esbranquiçados, minhas pernas fraquejam, e, quase sem voz, eu tento chamar teu nome. Ligo pro teu telefone, e uma voz atende, parecia que tinha acabado de acordar: "oi, ele está dormindo."
E meu mundo volta a desabar, se partir em milhões de pedaços pequenos. E eu sento num banco, esperando tudo isso acabar, te esperando voltar. E quando você volta, eu viro as costas e caminho numa direção contrária à tua. É que eu estou cansada...
E corto meus pulsos novamente, pela minha covardia. Por eu sentir vontade de ter você pra mim, mesmo odiando o cheiro de cigarro grudado na tua pele. Mesmo odiando tua voz de tarado.
Mesmo te odiando, eu te amo. E digo isso covardemente. Como sempre...