27 de outubro de 2009

Fallin'

Eu fico tonta só de ver a capacidade que algumas pessoas têm de simplesmente desprezarem aquilo que amam. Fico tonta porque não consigo fazer isso, sequer imaginar que justamente a pessoa que eu amo é capaz de tamanha falta de... não consigo nem pensar, me dá vertigem. Mas a vida é, mesmo, assim. Não me obrigaram a me apaixonar, nem escolheram por quem. Eu quem cometi o erro de decidir me apaixonar, quem errou ao escolher por quem. Mas eu não vou mais sofrer as consequências. Bem e mal não andam juntos. Amor e desamor muito menos. Eu vou tirar as sandálias e percorrer um céu azul. Procurar algum repouso merecedor de tanto amor que eu tenho guardado aqui dentro, que me sufoca e comprime aos poucos. O ruim é que ainda consigo chorar. Choro seu nome, sua cor, sua voz... Choro o nosso passado e a nossa história que não passará dos meus sonhos, nem no mais perfeito deles. O amor é uma coisa esmagadora e cruel. Eu não quero amar... não enquanto essa sombra me perseguir.

26 de outubro de 2009

Com Você

... é bom em qualquer lugar.

Incrível como eu sempre começo um post com "incrível". Mas é que é, mesmo. Há coisas que não tem explicação. Acontecem, assim, sem avisar. Sem deixar que a gente se prepare ou decida. E com você foi assim... Sem qualquer explicação, lógica, ou tempo pra que pensássemos alguma coisa. Nós fomos, e somos. De que importa pensar, agora? Aconteceu... E está na lembrança. Pra sabermos quem somos, de fato. Pra que viemos e porque estamos juntos agora, sem nem sabermos por onde começar. Só o que importa, agora, é o carinho arrastado do que ficou. A lembrança fina e doce de momentos e segundos, corpos e corpos, beijos e beijos... Porque, agora, nós somos isso: lembrança de um amor que se salvou.

23 de outubro de 2009

Vinte e um.

Engraçado como eu faço coisas só pra ver seu sorriso travesso... Quem diria que eu ia acordar às 7:15h da manhã pra beber?

Com o passar das horas, crescia mais essa coisa louca que me une a você de uma maneira... diferente. Mas descrever como eu me senti é uma tarefa bem difícil. Saber que eu não precisaria me preocupar com mais nada além do espaço entre os nossos corpos me dava uma sensação de leveza maravilhosa. Ah, como eu faria qualquer coisa pra ter você assim, bem pra sempre. Ficarmos bem velhos, sentados na varanda, e eu com a mesma tranquilidade, roubando seu cigarro. Eu só não deixaria você me embebedar de novo... Te disse, eu fico vulnerável. O seu olhar calmo, seu abraço... e o mundo girava pra nós dois, na mesma velocidade. Mas não importava muito, nós estávamos juntos.

=)

Te amo..

21 de outubro de 2009

Posso resumir o dia de hoje em uma frase: É difícil não encontrar perfeição nos momentos marcados pela sua presença.

Você sabe do que eu falo. Mas depois eu te escrevo. Eu só precisava te dizer isso agora.

Eu te amo... e ainda mais do que eu planejava. Mais do que a minha margem de segurança permitia.

PS.: Minha garganta (estranha) tá ardendo..

15 de outubro de 2009

Você olha pra mim e é tão fácil mudar qualquer plano..

12 de outubro de 2009

Porque ainda é você que eu respiro mês após ano. E eu não me importo de te esperar todos os dias, até que o sol se torne negro. Até que o cansaço dos anos pesados caia sobre meus ombros e me curve. Porque eu sei que você virá. Sei que algum dia vou ver esse olhar brilhando no meu sorriso. E pensando em você, sentindo saudade dos maravilhosos momentos que nem vivemos, me deu uma vontade louca de fumar um cigarro sozinha. Mesmo que eu tenha parado há meses. Mesmo que eu nunca tenha fumado, até. Sentei na beira da praia e dormi um pouco. E sabe de uma coisa? Há oito meses não sei o que é o mar. Talvez tudo não tenha passado de um delírio, enquanto eu bebia suco de uva achando que era vinho.

11 de outubro de 2009

Tentei me livrar de todos os teus rastros, mas o som do teu violão fez tudo voltar tão forte quanto uma avalanche. Senti o teu braço pela minha cintura, me levando para passear pelas nossas lembranças, pelos nossos muros caídos... Não achei que fosse encontrar tanta felicidade naqueles escombros. Não sei o porquê de eu ainda me lembrar de você desse jeito. De sentir falta da tua presença, do teu jeito manso, do meu nome dito num sussurro estremecedor. De dias tão bem marcados, da tua presença constante. Desde ontem eu estou nessa melancolia. Sussurrando teu nome por detrás das minhas palavras, pra ver se você volta pra mim numa nuvem qualquer. E eu rio de mim mesma, depois de cruzar as pernas e piscar os olhos, te esperando mais a cada segundo. É que a tua fala mansa ainda me chama, todas as manhãs. Você me vem à mente antes mesmo de eu pensar em respirar. E é assim todos os dias. Porque ninguém será como você. Teu espaço é único, só você cabe. Só você cabe nessas linhas mal escritas, que ninguém vai ler. No espaço entre o meu perfume e minhas mãos. Porque ainda é você que eu respiro mês após ano. Você quem eu espero no corpo de outro. São as tuas palavras, o teu jeito, o teu cheiro, a tua voz, o teu cuidado, a tua paciência, o teu carinho, o teu amor. E eu não vou mais te enganar. Mas não posso, também, te fazer refém da minha montanha-russa de sentimentos. Eu vou te deixar livre. Em paz e livre pra fazer qualquer escolha. E eu prometo entender se você não me quiser mais. Mas ainda quero arriscar e te puxar mais uma vez, ancorar no teu amor e seguir em frente. Porque você, meu amor, é aquele por quem eu pedi.

10 de outubro de 2009

A borboleta pousou na minha cabeça. Haviam duas opções a serem consideradas: eu estava parada por tempo demais, ou eu era, realmente, uma típica estudante de algum IFCH desse mundo, ou de outro mundo, não é muito relevante agora. Ela pousou enquanto alguém falava sobre cantores internacionais e suas músicas dignas de uma lata de lixo. O interessante é que nós duas, eu e a borboleta, estávamos imersas em nossos próprios mundos. Uma não se incomodou com a presença da outra. Que decadência, eu pensei, enquanto a menina de cabelos químicos se misturava entre os corpos de outros homens. Nele não, eu quase disse, enquanto te arrastava pra mim. Às vezes eu penso que não é justo, e me calo. Noutras, eu quase salto de tanta fúria. Pura possessão minha, eu sei. E pura loucura da minha cabeça de acreditar que eu poderia ter você. Que eu poderia ser sua enquanto você fala grave no meu ouvido, e se abraça na minha cintura. Que eu poderia te ter agora mesmo, quando eu me sinto um bicho carente e felpudo. Que eu poderia me esquecer do mundo e fugir pra sua pele quente. Acho que não vou mudar de opinião até que você diga que não me quer. Que o outro existe. Mas, enquanto isso, enquanto a vergonha não perfura minha cara, eu continuo "a escrever para ti", como te mostrei, horas atrás.

9 de outubro de 2009

Acho que eu nunca senti tanto a falta de alguém. E hoje o dia foi assim. Senti como se você fosse meu terceiro braço, meu terceiro apoio. Quando você sumiu do meu corpo, eu não notei. Mas o teu espaço ficou sempre vazio. Ficou a tua falta entre os meus dois braços normais. Sei que não é justo sentir saudade assim, depois de termos terminado como foi. Depois de eu ter te beijado pela última vez pensando em outro, e sentindo nojo. E depois de ter visto você ir embora daquele jeito, sem qualquer perspectiva. Eu sou um trapo, mesmo. Mas algum pedaço teu ficou em mim, e uma molécula minha no teu corpo. Talvez seja dela que eu sinto falta. Não é possível que eu ainda te ame depois de tanta sacanagem minha.

7 de outubro de 2009

Eu acordei e senti falta do teu corpo quente. Da nossa nudez, da tua voz, do teu prazer pelo meu corpo, criando caminhos e repousando em mim. Da tua língua que me desafiava e me deixava completamente desarmada, passeando pelo meu corpo, pelo espaço fino entre a minha pele e os meus ossos. Senti falta de ser tua mulher por horas seguidas, adorando-te, prostrada. De ter você como meu homem, meu amante, minha fonte infinita de prazer e meu repouso seguro. Da rigidez da sua vontade percorrendo meus cantos mais quentes. Senti vontade de, novamente, não ter nada que nos separasse. Nem mesmo um fio de cabelo. Porque tudo em nós era prazer e fusão. Era fogo que ardia bravamente, enquanto você adentrava em mim, me fazendo esquecer do mundo lá fora, imerso em ilusão. Senti saudade, por isso revivi nossos momentos, enquanto o fogo da tua presença ainda era vivo dentro de mim.
 

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