Eu voltaria e faria tudo novamente, se houvesse alguma linha do tempo favorável. Te beijaria, te faria grama verde e me deitaria sob(re) o teu corpo iluminado e aquecido pelo sol.
Neblina imensa, visibilidade zero, e eu podia ver teu corpo me chamando desesperadamente, por milésimos eternos, num tom suave e doce - sempre -, que me puxava e me prendia.
Que grande surpresa, eu não imaginava. Eu só sentia, mais e mais... como é... meu corpo borbulhar. E desejava intensamente todo o teu corpo, teu fogo, teu TOQUE, a tua respiração ofegante e reconfortante, que repousava tranquilamente por sobre minha pele ardente.
Meu prazer, meu amante, minha sina... eu sussurava, enquanto te perdia aos poucos.
Ah, como era bom sentir o teu peso me pressionando, naquele ritmo certo, milhões de vezes... como era gostoso o teu gosto...
Parecia que cada parte do meu corpo fora esculpida por você, anos atrás, tamanho nosso encaixe. Desejo, aflição, e eu agradecia baixinho, por alguns segundos, por ninguém saber. Nosso prazer secreto.
Ah, as gotas que rolavam da tua cabeça aos pés.. Uma imensidão de pequenos cristais que me refletiam. Você mais parecia uma chama ardente, mesmo por dentro daquela água toda.
Fui me arrastando por cima dos nossos lençóis, cuidado pra que cada molécula do seu corpo descansasse em paz. Cambaleei, quase desisti, mas resisti. Te dei uma última olhada, por segundos dos quais nunca vou me esquecer, e parti.
Ainda sinto teu calor...
[te amo, só pra você saber]