6 de maio de 2009

AC

Passei o dia pensando em coisas pra te escrever. Não veio nada. Nada absurdamente fantástico ou feio. Vieram letras mal rabiscadas, metáforas sem sentido e desenhos sem forma. Mas eu queria te agradar. Deitar na cama com você pra conversar bobagens. Mas não. Minha covardia e castidade me mantém longe de você. Te faço juras secretas, tão secretas que você nem sabe. Crio um manual pra saber como agir. E a primeira regra é: não programar nada. E eu desisto de tudo. Desenho teu nome com batom vermelho na minha perna e fico admirando meu trabalho: desperdício. Você não vai ver. Muito mal vai me olhar com o canto dos olhos e dizer algumas palavras. Sua sucinta! Sento na minha poltrona preferida e vejo teu show. Tua voz me cerca. Não é novidade, só eu estou sentada na platéia. Sua solidão sou eu quem vê. Laura e seus fantasmas desaparecem. Como soldados covardes que fogem da guerra, eles sobem em cavalos negros, te olham pela última vez e correm para o além. E eu assisto tudo, até que as cortinas se fecham e você vira pó. Só restou sua presença na minha lembrança. Ácida e quente.

[pra ficar (mais) emo. Você merece, minha Si adorável.]
 

Desespero em paralelo © 2008. Chaotic Soul :: Converted by Randomness