2 de junho de 2009

Ausência de fotos

Eu sempre te amarei, eu sempre te amarei, eu sempre te amarei. No futuro assim, não parece um mantra, então não parece mentira. Piada interna, Rute.

Cantando música brega na aula, noitinha, depois peguei em uma lesma, chorei baixinho, mas isso foi antes ou depois? Nem errei tanto o exercício, depois Giselle elogiou minha resenha e eu comecei a cantar, está em ordem? Pegar tudo na gaveta do meliponário, e ir sorrindo aberto pra casa. Estou em casa, e isso é a única coisa que tenho certeza.
Dormir hoje não vou não. Jogar yu gi oh e pokemon. E tem prova de Morfologia-e-sistemática-de-criptógamas amanhã, Rhodophyta Chlorophyta Phaeophyta Mixomycetes. Estou tão feliz aqui e tão desesperada em qualquer outro lugar.

Eu te amo, eu te amo, eu te amo. Não me lembra assim não de todas as coisas que passamos juntas, eu choro bem no meio do cladograma mais difícil. Não me lembra de nosso suor, do nosso aconchego, das nossas promessas, dos nossos sorvetes; eu choro mesmo depois de todo esse tempo. Arranca essa mágoa, é fácil. Diz que nunca me esqueceu.

Diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu, diz que nunca me esqueceu. Parece um mantra, e estou cansada mesmo das minhas próprias mentiras.

1 comment:

Rute Almeida disse...

Era mentira. É mentira. Será mentira.

Nem os tempos verbais nos salvam mais, Si. Mentira é mentira.

Mas eu te amo, eu te amo, eu te amo.

 

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